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Adaptação de Lentes de Contato

Lentes de contato são utilizadas para corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia e também para ceratocone.

A adaptação de lentes de contato é um ato médico e consiste em realizar um minucioso exame oftalmológico e testes com lentes diversas para encontrar a que melhor se adapta a cada paciente, trazendo assim maior conforto e qualidade de visão.

Os pacientes também são orientados sobre a utilização correta das lentes de contato, bem como higienização e trocas necessárias, visando reduzir as chances de infecções.

Aplicação de Triancinolona ou Depo-medrol (metilprednisolona) subtenoniano

No olho, há uma camada externa que se situa entre a conjuntiva e a esclera, chamada Tenon. A aplicação dos corticóides triancinolona ou Depo-medrol, potentes medicamentos anti-inflamatórios esteroidais, abaixo da camada de Tenon é chamada de aplicação subtenoniana. O medicamento é aplicado na parte externa do olho. Não há penetração ocular durante a aplicação.

Esta aplicação tem como objetivo o controle a médio prazo de alguns processos inflamatórios oculares crônicos, entre eles algumas uveítes.

A medicação aplicada no exterior do olho, sob a camada de Tenon, vai sendo liberada lentamente, levando ao controle destes processos inflamatórios. O efeito da medicação pode durar alguns meses, e desta forma, deixar o paciente menos dependente de colírios ou mesmo de medicação anti-inflamatória via oral.

Por se tratar de um corticóide, há risco de aumento da pressão intraocular em alguns casos. Como geralmente não é um tratamento de primeira escolha, conhecendo-se o comportamento da pressão ocular do paciente ao usar colírios de corticóides, o médico pode estar mais ou menos propenso a escolher esta opção terapêutica.

Duração: aproximadamente 2 minutos.
Preparo: não é necessário preparo para o procedimento, que por não ser invasivo, pode ser realizado no próprio consultório.

Avastin intravítreo

A descoberta do Bevacizumabe, cujo nome comercial é Avastin, para uso intraocular revolucionou o tratamento da degeneração macular relacionada à idade do tipo exudativo na década passada.

O Avastin é uma droga cuja indicação formal consiste no tratamento de diversas neoplasias em outras partes do corpo. Ela teve sua utilização intraocular consagrada por influentes autores na literatura médica oftalmológica devido a seus fantásticos resultados no controle da forma exudativa da degeneração macular relacionada à idade, mas permanece sem ter a indicação para uso oftalmológico recomendada em sua bula.

Logo, a utilização ocular é considerada “off-label” pelo fato desta medicação não ser concebida, em sua origem, para uso oftalmológico.

O Avastin é um potente anticorpo inibidor de todas as isoformas VEGF. O VEGF (Vaso-Endothelial Growth Factor) é um dos grandes responsáveis pelo crescimento da membrana neovascular subrretiniana, responsável pela forma exudativa da degeneração macular relacionada à idade.

Esta aplicação é realizada através de uma fina agulha (30 gauges de calibre), na parte branca do olho. É muito rápida e o método que é utilizado inclui uma pequena anestesia tópica e local antes da aplicação, garantindo um procedimento indolor.

A medicação permanece dentro da cavidade vítrea, exercendo seu potente efeito diretamente sobre a lesão na mácula durante alguns meses.

Apesar da grande eficácia do Avastin sobre a membrana neovascular subrretiniana, o grande problema reside no fato de que a medicação possui um efeito autolimitado, ou seja, na maioria dos casos várias aplicações são necessárias para manter a doença sob controle e evitar a perda da visão central.

Duração: aproximadamente 5 minutos.
Preparo: pede-se para que o paciente venha acompanhado. Não há necessidade de dilatação pupilar, nem de jejum.

Capsulotomia com YAG laser

A capsulotomia com YAG laser é uma maneira não invasiva de se “polir” e eliminar as opacidades da cápsula posterior do cristalino, atrás da lente implantada, em pacientes já operados de catarata. A cápsula posterior é o envelope natural do olho onde a lente intraocular é implantada.

As opacidades de cápsula posterior ocorrem de maneira natural em boa parte dos pacientes que possuem uma lente intraocular implantada dentro do olho. É considerada como uma reação do corpo humano ao material artificial da lente implantada.

No início, o embaçamento causado pode ser pequeno, mas em certos pacientes, a progressão da opacidade pode fazer com que o paciente atinja uma importante baixa de visão.

A capsulotomia com YAG laser é um procedimento simples, realizado em ambiente de consultório, com o paciente sentado.

Após a capsulotomia com YAG laser, colírios para evitar a inflamação e o aumento da pressão intraocular são prescritos por 15 dias.

Duração: em média 5 minutos.
Preparo: dilatação pupilar é necessária. Aconselha-se que o paciente traga óculos escuros para maior conforto após a saída da clínica, pois a dilatação pupilar causa sensibilidade à luz. O paciente pode estar desacompanhado.

Cirurgia de catarata combinada com vitrectomia – Facoemulsificação com implante de lente intraocular combinada com vitrectomia

A catarata é uma doença ocular extremamente frequente e uma das maiores causadoras de cegueira no mundo. Ela é tratável nos dias de hoje por uma cirurgia delicada e rápida.

A cirurgia de catarata evoluiu enormemente nos últimos anos. Temos, hoje em dia, equipamentos capazes de realizar cirurgias rápidas, pouco traumatismo ao olho, através de microincisões de aproximadamente 2 mm, por onde é retirada a catarata e, em seguida, implantada a lente intraocular que substituirá o cristalino removido.

Alguns modelos de lentes intraoculares mais recentes permitem também a correção de astigmatismos. Outros modelos de lentes intraoculares multifocais oferecem ao paciente uma visão não somente para longe, como também para perto após a cirurgia. A escolha de cada tipo de lente depende, obviamente, das características oculares e também pessoais de cada paciente. A recuperação pós-operatória é rápida e o paciente pode retomar suas atividades normais poucos dias após a cirurgia.

O procedimento é realizado na grande maioria dos casos sob anestesia local, com sedação, porém ele também pode ser realizado, em raros casos, sob anestesia geral.

A cirurgia combinada de catarata com vitrectomia é indicada em casos onde a catarata e a opacidade gerada por ela causem dificuldade e visibilização da retina por parte do médico durante a vitrectomia.

Também é indicada em casos onde o cristalino possa impedir o acesso partes da retina como em alguns casos de descolamento de retina. Em casos onde haja forte probabilidade de desenvolvimento de catarata no pós-operatório de vitrectomia, pode-se também optar cirurgia de catarata combinada já no ato inicial.

Duração: 15 minutos.
Preparo: jejum de 8 horas e dilatação pupilar são necessários. O paciente deve estar acompanhado por um responsável maior de idade.

Fotocoagulação a laser

A fotocoagulação à laser é um tratamento há anos consagrado na prática oftalmológica.

Consiste na aplicação de disparos de um feixe de laser de diodo verde, de 532 nm de comprimento de onda, tendo como alvo áreas específicas da retina. O médico visibiliza a retina do paciente através de um microscópio e realiza então os disparos de laser.

Existem inúmeras indicações para a fotocoagulação à laser, como o tratamento de lesões periféricas da retina encontradas na alta miopia, o tratamento de edemas maculares diabéticos, o tratamento da retinopatia diabética, de oclusões venosas e o tratamento de roturas ou rasgos retinianos para prevenção do descolamento de retina.

O procedimento é realizado em ambiente de consultório. Dependendo da intensidade necessária em cada caso, as aplicações podem gerar um incômodo momentâneo para o paciente, que pode ser contornado através da diminuição da intensidade ou mesmo, em casos de sensibilidade extrema, da realização de uma anestesia local.

Duração: depende da extensão da área no olho a ser tratada. Pode durar de 2 a 10 minutos por sessão em cada olho.

Preparo: é necessária a realização de dilatação das pupilas, as quais levam em média 5 horas para retornarem ao normal. Aconselha-se que o paciente traga óculos escuros para maior conforto após a saída da clínica, pois a dilatação pupilar causa sensibilidade à luz.

Não é necessário jejum, nem estar acompanhado. A visão pode levar aproximadamente 15 minutos para voltar ao normal.

Iridotomia a laser

A iridotomia à laser é uma maneira não invasiva de se criar um micro orifício na íris, que é a parte colorida do olho, para pacientes propensos a terem crises de glaucoma agudo de ângulo fechado. A abertura deste micro-orifício funciona como uma válvula de passagem, em momentos onde a íris fecharia o ângulo de drenagem do fluido interno do olho, o humor aquoso.

É indicado em casos de ângulos de drenagem que apresentam potencial de se ocluírem, como ângulo fechado ou íris em plateau, e também em “bloqueios” da pupila por cristalinos muito volumosos ou por aderências da íris ao cristalino ou à lente intraocular.

A abertura é realizada através de disparos de tiros de laser na periferia da íris, até que se note que houve a criação de um micro orifício de comunicação entre a parte da frente e a de trás da íris.

O orifício é visível somente sob microscópios oftalmológicos e esteticamente não há qualquer mudança no aspecto do olho do paciente.

Duração: em média 5 minutos.

Preparo: O paciente deve estar preferivelmente acompanhado e não há preparo especial para o procedimento.

Lucentis intravítreo

O Lucentis, cujo princípio ativo é o Ranibizumabe, é o tratamento considerado padrão, ou seja, é o “gold standard”, nos dias de hoje, para a degeneração macular relacionada à idade do tipo exudativa. Grandes e múltiplos estudos controlados do uso intraocular desta droga foram feitos, com bons resultados tanto na segurança quanto na estabilidade e mesmo na melhora da acuidade visual em boa parte dos pacientes. Para maiores detalhes, consulte www.lucentis.com (em inglês) O Lucentis é um potente anticorpo inibidor de todas as isoformas VEGF. Estudos mostram uma maior penetração do Lucentis no tecido da retina quando comparado ao Avastin, possivelmente devido a suas moléculas serem menores que as do Avastin.

Esta aplicação é realizada através de uma fina agulha (30 gauges de calibre), na parte branca do olho. É muito rápida e o método que é utilizado inclui uma pequena anestesia tópica e local antes da aplicação, garantindo um procedimento indolor.

A medicação permanece dentro da cavidade vítrea, exercendo seu potente efeito diretamente sobre a lesão na mácula durante alguns meses.

Apesar da grande eficácia do Lucentis sobre a membrana neovascular subrretiniana, o grande problema reside no fato de que a medicação possui um efeito autolimitado, ou seja, na maioria dos casos várias aplicações são necessárias para manter a doença sob controle e evitar a perda da visão central. Os estudos clínicos chegam a afirmar que os melhores resultados da utilização do Lucentis se dão com aplicações mensais da droga por pelo menos 2 anos.

Duração: aproximadamente 5 minutos.
Preparo: pede-se para que o paciente venha acompanhado. Não há necessidade de dilatação pupilar, nem de jejum.

Retinopexia com introflexão escleral

A retinopexia com introflexão escleral é uma técnica utilizada há muitos anos para o tratamento do descolamento de retina, porém permanece atual devido à sua eficácia em determinados casos de descolamento de retina, principalmente nos descolamentos de retina em pacientes jovens e altos-míopes, descolamentos secundários a traumatismos e também em alguns descolamentos que ocorrem em pacientes que já foram operados previamente de catarata.

Ela consiste no implante de uma fina faixa ou cinta de borracha de silicone sólido ao redor do globo ocular, tendo como objetivo apoiar a parede do olho contra a retina, ocluindo os pequenos orifícios ou roturas que são responsáveis pelo descolamento da retina. Além de bloquear as roturas, a faixa faz com que o vítreo (substância que preenche o olho) exerça menos tração sobre a retina, diminuindo a chance de formação de novos buracos ou mesmo de abertura de buracos pré-existentes.

Uma vez a faixa implantada, procede-se à drenagem externa do líquido que está descolando a retina. Em seguida o orifício ou rotura responsável pelo descolamento é cauterizado com auxílio de crioterapia (vide menu tratamentos) e, em seguida, uma bolha de gás é injetada para manter a retina colada enquanto a cauterização se cicatriza.

Com o passar do tempo, as faixas de silicone tornaram-se mais finas e fáceis de serem implantadas. Quando implantadas na posição adequada do olho, de um ponto de vista estético, são invisíveis externamente no pós-operatório.

O procedimento é realizado na grande maioria dos casos sob anestesia local com sedação, porém ele também pode ser realizado sob anestesia geral.

Os resultados a longo prazo são excelentes e muitos pacientes, quando operados rapidamente após o descolamento, mantêm ótima visão.

Duração: variável caso a caso, sendo de aproximadamente 1 hora e 15 minutos.
Preparo: jejum de 8 horas e dilatação pupilar são necessários. O paciente deve estar acompanhado por um responsável maior de idade.

Triancinolona intravítrea

A aplicação de triancinolona, que é um potente medicamento anti-inflamatório esteroidal, dentro da cavidade vítrea, ou seja, no interior do olho, é chamada de aplicação intra-vítrea de triancinolona.

Esta aplicação é realizada através de uma fina agulha (30 gauges de calibre), na parte branca do olho. É muito rápida e o método que é utilizado inclui uma pequena anestesia tópica e local antes da aplicação, garantindo um procedimento indolor.

A medicação permanece dentro da cavidade vítrea, exercendo seu potente efeito diretamente sobre a retina durante alguns meses.

A triancinolona inibe o processo da inflamação, causando uma grande diminuição da permeabilidade vascular e, consequentemente, intensa e duradoura diminuição no edema macular.

Por se tratar de um corticóide, há risco de aumento da pressão intraocular em até 40% dos casos segundo alguns estudos. Quando este aumento de pressão ocorre, ele é na grande maioria das vezes tratável e transitório. Como geralmente não é um tratamento de primeira escolha, conhecendo-se o comportamento da pressão ocular do paciente ao usar colírios de corticóides, o médico pode estar mais ou menos propenso a escolher esta opção terapêutica. O tratamento com triancinolona intravítrea é desaconselhado em pacientes com aumento de pressão intraocular ou glaucoma.

Duração: aproximadamente 5 minutos.
Preparo: pede-se para que o paciente venha acompanhado. Não há necessidade de dilatação pupilar, nem de jejum.

Vitrectomia posterior ou vitrectomia via pars plana

A vitrectomia via pars plana representou uma grande evolução na oftalmologia desde o seus primórdios na década de 70. Por ser uma cirurgia endocular, ou seja, realizada no interior do olho, ela permitiu que casos não solucionáveis pela retinopexia com introflexão escleral(vide tratamentos no site) tornassem-se operáveis. Exemplos de casos que não eram operáveis antes do aparecimento da vitrectomia são cirurgias da mácula, descolamento de retina diabético, descolamentos de retina causados por rasgos ou roturas gigantes e casos onde há forte tração na retina ou opacidade no gel vítreo.

Nos dias de hoje, a vitrectomia é realizada com microincisões, e na grande maioria dos casos, sem pontos ou suturas. Cada uma das incisões realizadas possui menos do que 1 mm de diâmetro, permitindo um olho claro e sem inflamação no pós-operatório. Os aparelhos mais modernos permitem um total controle do olho durante a cirurgia, tornando a cirurgia muito mais segura. Apenas centros especializados podem oferecer ao cirurgião o que há de melhor para este tipo de cirurgia, como boas instalações de centro cirúrgico, microscópios de alta qualidade, aparelhos de última geração, bons produtos de consumo cirúrgico e uma equipe treinada na execução de cirurgias de retina.

Basicamente falando, na vitrectomia o médico resolve os problemas dentro do olho através da manipulação direta da zona afetada, utilizando microinstrumentos de alta tecnologia e precisão, sob visibilização direta.

Dependendo do problema pelo qual o olho está sendo operado, o cirurgião pode realizar fotocoagulação à laser durante a cirurgia, chamada de endolaser. Também em função do caso, pode-se ser necessário implantar-se óleo de silicone ou gás no final do procedimento.

As indicações de vitrectomia vão desde certos descolamentos de retina até hemorragias vítreas, opacidades vítreas, certas complicações de cirurgias de catarata, infecções oculares, retinopatia diabética, buracos de mácula e membranas epirretinianas.

O procedimento é realizado na grande maioria dos casos sob anestesia local com sedação, porém ele também pode ser realizado sob anestesia geral.

Duração: os aparelhos mais modernos tornaram a cirurgia muito rápida. A cirurgia pode durar desde 15 minutos nos casos mais simples até poucas horas em casos de maior complexidade.
Preparo: jejum de 8 horas e dilatação pupilar são necessários. O paciente deve estar acompanhado por um responsável maior de idade.

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