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A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma doença que acomete recém-nascidos prematuros em variáveis graus de intensidade e, consequentemente, de gravidade. Tende a ser mais grave – e potencialmente causadora de cegueira – quanto mais baixas forem a idade gestacional e o peso do recém-nascido.

A vascularização da retina completa-se quando a criança ainda está no útero materno, ao redor da 36º semana de gestação. O aparecimento da retinopatia da prematuridade está ligada ao tamanho da área da retina que ainda encontra-se sem vascularização no momento do nascimento.

Esta retina sem vascularização inicia uma produção desenfreada de fatores como o Vascular Endothelial Growth Factor (VEGF) entre outros, que causam o aparecimento de múltiplos pequenos vasos mal formados e extremamente agressivos no bordo entre a retina já vascularizada e a retina imatura, sem vasos.

Estes vasos retinianos crescem desordenadamente em direção ao corpo vítreo, no interior do olho, causando tração na retina e levando com um grave e irreversível descolamento tracional fibrovascular de retina, cujo prognóstico cirúrgico e visual é ruim mesmo nos melhores centros mundiais de oftalmopediatria.

A retinopatia é classificada em graus que variam de 1 a 5 de acordo com as características da linha da fronteira entre as retinas vascularizada e avascular. É também classificada em zonas que variam de 1 a 3 em função do posicionamento e extensão da área de retina avascular.

O mais importante fator, de acordo com as últimas tendências e artigos da literatura, é a presença da Doença Plus, um aumento no calibre e na tortuosidade dos vasos retinianos, que tende a ter uma forte relação com a progressão da doença nestas crianças. A literatura tende a indicar tratamento em ROPs ainda grau 2 com doença plus ou qualquer ROP em zona 1, próximas à mácula

A eliminação da retina não vascularizada é o único tratamento consagrado no sentido de deter o avanço da ROP. Ele consiste na total cauterização da área retiniana sem vascularização através de intensa fotocoagulação à laser, com o auxílio de introflexão escleral feita pelo próprio cirurgião, garantindo tratamento de toda a retina avascular até sua extrema periferia.

Quando indicado, o tratamento deve realizado nas 72 horas após sua indicação, o que os guidelines mundiais chamam de GPP (good practice points).

O acompanhamento e revisão são feitos nas primeiras 72 horas pós tratamento, para verificar a regressão da Doença Plus e decidir sobre um eventual retratamento, e após constatada a regressão da doença, a criança é vista semanal ou quinzenalmente até os 2 primeiros meses de idade corrigida. O acompanhamento estende-se até o primeiro ano de vida.

Equipe, infraestrutura e equipamentos necessários para o tratamento da ROP

Para um adequado tratamento da ROP, necessita-se de um ambiente familiarizado com procedimentos anestésicos de recém-nascidos de alto risco e também de um oftalmologista treinado e familiarizado com as peculiaridades do exame e tratamento de recém-nascidos.

Por ser um ato cirúrgico não invasivo, não é necessário um centro cirúrgico, e o tratamento atual pode realizar-se no próprio ambiente de UTI neonatal, sempre sob anestesia geral de curta duração e monitorização por parte de um anestesista familiarizado com recém-nascidos

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