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A oclusão de um ramo da veia central da retina (ORVC), chamada também de trombose de ramo venoso, é um entupimento (oclusão) de uma das ramificações da veia retiniana que realiza toda a drenagem da circulação da retina. Existem 4 ramos venosos da veia central da retina: o ramo temporal-superior, o ramo temporal-inferior, o ramo nasal superior e o ramo nasal-inferior.

Como a oclusão de ramo de veia central ocorre geralmente apenas em um ramo da veia, apenas a área da retina drenada por este ramo venoso é acometida, e por consequência, há um grande colapso circulatório em toda área da retina drenada pelo ramo ocluído.

Esta trombose ocorre provavelmente em um ponto de estreitamento do ramo venoso devido a um cruzamento com uma artéria.

Os fatores predisponentes à oclusão de ramo de veia retiniana são a presença de fatores predisponentes à aterosclerose como hipertensão arterial, diabetes mellitus, tabagismo e dislipidemia (aumento de colesterol e triglicérides).

O paciente pode perceber um embaçamento súbito ou rapidamente progressivo da visão no olho acometido, porém se o ramo ocluído não for responsável pela drenagem da mácula, a trombose pode ser assintomática.

O diagnóstico é realizado ainda no consultório, no momento do mapeamento de retina.

Um exame de angiofluoresceinografia mostra o nível de comprometimento circulatório retiniano nestes casos e a eventual presença de edema de mácula. O exame de OCT, quando indicado, confirma e mostra o tamanho do eventual edema de mácula.

Muito cuidado deve ser tomado para se evitar o aparecimento de neovasos, pequenos vasos que se formam rapidamente, alguns meses após a trombose, na tentativa de estabelecer uma circulação colateral para suprir a retina acometida pela trombose. Tudo deve ser feito para se evitar esta complicação, pois o surgimento destes vasos pode gerar hemorragias vítreas e mesmo descolamento tracional de retina.

O tratamento, quando indicado, consiste em fotocoagulação à laser e eventual aplicação de produtos dentro do olho para combater o grave edema de mácula que pode ocorrer nestes casos.

O prognóstico visual costuma ser ruim nos casos de oclusão de ramo de veia central que acometem de maneira significativa a mácula. Nos casos de oclusão de ramos que não atingem a mácula, o prognóstico costuma ser bom se feita a prevenção do desenvolvimento dos neovasos de retina acima citados.

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