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A descoberta do Bevacizumabe, cujo nome comercial é Avastin, para uso intraocular revolucionou o tratamento da degeneração macular relacionada à idade do tipo exudativo na década passada.

O Avastin é uma droga cuja indicação formal consiste no tratamento de diversas neoplasias em outras partes do corpo. Ela teve sua utilização intraocular consagrada por influentes autores na literatura médica oftalmológica devido a seus fantásticos resultados no controle da forma exudativa da degeneração macular relacionada à idade, mas permanece sem ter a indicação para uso oftalmológico recomendada em sua bula.

Logo, a utilização ocular é considerada “off-label” pelo fato desta medicação não ser concebida, em sua origem, para uso oftalmológico.

O Avastin é um potente anticorpo inibidor de todas as isoformas VEGF. O VEGF (Vaso-Endothelial Growth Factor) é um dos grandes responsáveis pelo crescimento da membrana neovascular subrretiniana, responsável pela forma exudativa da degeneração macular relacionada à idade.

Esta aplicação é realizada através de uma fina agulha (30 gauges de calibre), na parte branca do olho. É muito rápida e o método que é utilizado inclui uma pequena anestesia tópica e local antes da aplicação, garantindo um procedimento indolor.

A medicação permanece dentro da cavidade vítrea, exercendo seu potente efeito diretamente sobre a lesão na mácula durante alguns meses.

Apesar da grande eficácia do Avastin sobre a membrana neovascular subrretiniana, o grande problema reside no fato de que a medicação possui um efeito autolimitado, ou seja, na maioria dos casos várias aplicações são necessárias para manter a doença sob controle e evitar a perda da visão central.

Duração: aproximadamente 5 minutos.
Preparo: pede-se para que o paciente venha acompanhado. Não há necessidade de dilatação pupilar, nem de jejum.

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